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sexta-feira, outubro 8

Eu não sou propriamente religioso...


Mas juro que hoje senti-me tentado a acreditar que quando virasse a esquina, ia ver a Arca de Noé.

terça-feira, outubro 5

O dicionário é que sabe...

república (rè)
(latim respublica, domínio do Estado, a coisa pública, governo, administração pública)
s.f.

1. Coisa pública; governo do interesse de todos (independentemente da forma de governo).

2. Forma de governo em que o povo exerce a soberania, por intermédio de delegados eleitos por ele e por um certo tempo.

3. Estado que adoptou essa forma de governo.

4. Comunidade de estudantes.

5. Infrm. Casa ou agremiação em que não há ordem nem disciplina.

6. Fig. Associação de animais que vivem em comum.


sábado, outubro 2

Bento, Sócrates, Pessoa


O que é que há de comum entre estes 3 indivíduos? À primeira vista, aposto que vão dizer "nada", mas asseguro-vos que têm MUITA coisa em comum!

Uma dessas coisas, é o facto de eu hoje ter ouvido falar dos 3. Bento, por ir ser o novo seleccionador nacional; Sócrates, por anunciar que vai apertar tanto o cinto que o povo português vai ficar separado em duas metades; e Pessoa, por ter sido um homenzinho tão deprimido, que os portugueses o adoptaram como génio da literatura.

Outra, é que muita gente os odeia. E por várias razões! Ora vejam: a Bento, porque era o treinador do Sporting, e como tal, os apoiantes das outras equipas só tinham era que não gostar dele. E agora, por terem medo que converta os jogadores da selecção a usar aquele penteado.

A Sócrates, por ser do PS, o que faz com que os apoiantes dos outros partidos só tenham é que não gostar dele (é mais ou menos a versão política do Paulo Bento). E sem me querer meter em questões demasiado políticas, por ser o Primeiro Ministro. Quem é que gosta dos seus governantes?

Agora, o Pessoa. Tenho, devo dizer, um ódio bastante pessoal a estes indivíduos. Sim, estes, já que Pessoa não era um, mas vários. 90 e não sei quantos semi-heterónimos, mais 3 heterónimos, mais o ortónimo, ou o raio que o parta. Não se preocupem em saber o que são os heterónimos, e muito menos o ortónimo. É aborrecido, é secante. Ele era um homenzinho bastante deprimido, falava sozinho, escrevia cartas para si mesmo, e fingia que era outras pessoas. Acredito piamente que se vivesse nos dias de hoje, haveria fortes probabilidades de ser encerrado no manicómio..

Mas bem, mais uma coisa em comum. Não são os olhos que são as janelas para as suas almas, mas sim os seus penteados. O Paulo Bento tem aquela... coisa hilariante, com um risquinho ao meio, que já foi gozada tantas vezes, que já deve haver um género de piadas chamado "cabelo do Paulo Bento", e que só mostra o betinho que ele é, e a tendência a ficar pelo meio. Nem risco à direita, nem à esquerda, nem primeiros lugares, nem últimos lugares...

O cabelo branco do Sócrates é a descrição perfeita dele mesmo. Está a ficar velho para isto, já deve estar cansado de dizer sempre as mesmas coisas, etc., etc., etc. Não gosto de falar dele, é uma seca autêntica.

Falta o Pessoa. Imagem típica dele? De chapéu. A esconder o penteado. É como a poesia, que é, no fundo, a definição deste homem. Figuras de estilo sem fim a esconder a realidade.

Já mencionei que ele era maluquinho da tola?

domingo, setembro 26

Crimes contra a Humanidade [9]

O Crime de hoje, o primeiro em vários e largos meses, é algo que eu odeio: a escrita direccionada. Dizerem que tenho que escrever o texto assim e assado.

Abomino, mesmo. De que é que serve, afinal? Se é para mostrar que acato bem ordens, prefiro ingressar no exército, sempre aprendia a manejar uma G3.

Se for para mostrar que sabemos escrever, prefiro fazer um ditado. Saber escrever toda a gente com a quarta classe sabe, melhor ou pior.

Agora, se for para os professores verem como a nossa capacidade de escrita... Acho que obrigarem-nos a escrever seja o que for não é muito boa ideia. Falo por mim, e pelos adolescentes rebeldes que por aí andam. Pensem lá. Eu agora digo "não leiam o resto do texto", e vocês, para chatear, vão lê-lo. Ou se calhar não, já que eu disse que o iam fazer. E agora estão confusos. Não interessa.

O que interessa é que por princípio, se me mandam fazer algo, eu fico logo sem vontade de fazer esse mesmo algo. E o mesmo se passa com muita jeito, aposto. É claro que há gente que gosta de ser um pau-mandado, coitados, mas eu não.

Ainda por cima para escrever... É o que me apetece, quando me apetece, e se me apetecer. Lá vou desenrascando qualquer coisa, já que não tenho outro remédio, mas contrariado.

Crime contra a Humanidade. Sem sombra de dúvida.

domingo, setembro 19

Isto dos 17...


É uma idade bastante aborrecida. Sério. Esta coisa das idades tem muito que se lhe diga.

Começando pelo princípio, até se fazer um ano, somos fofinhos, característica acentuada pela forma de se dizer a nossa idade nessa altura: "ainda não tem um ano" ou "tem x meses". A reacção imediata, ainda antes de se ver a fronha da cria em questão, é "que fofinho!". E até há quem estenda isto até aos 2, ou mesmo 3 anos, mas dizer que um bebé tem 24 meses é simplesmente parvo. Imaginem combinar alguma coisa para daqui a 900 segundos. Ninguém faz isso. Dizem "para daqui a 15 minutos". Com 24 meses é a mesma coisa, diz-se 2 anos, custa muito?

Mas bem, finalmente faz-se 1 ano, e até se fazer os 2, é como um cargo. Os pais dizem que a criança "tem 1 ano", como os velhotes dizem que o seu filho "acabou de chegar a chefe da empresa". Parece que a criança andou 12 meses (perdão, 1 ano) a lutar e a trabalhar arduamente para fazer 1 ano. E isso dura um ano, pois quando se faz 2 anos perde-se essa magia. Ou não. A verdade é que até aos 6 anos, cada ano é como se a criança se tornasse um chefe cada vez mais chefe. Cresce o orgulho, cresce o puto, cresce a parvoíce.

E fazem-se os 6. A partir daqui, raramente se fala da idade. Especialmente nos 6 anos claro... A pergunta "Que idade tem?" é quase sempre respondida por um "Já vai para o primeiro ano!", como se isso fosse indicativo de que a criança tem 6 anos. Pode ter 5, como eu tinha. Sim, fiz 6 no dia a seguir a começarem as aulas, mas não interessa. Há quem entre com 5, há até quem entre com 7. É que isto depois perpetua-se até pelo menos ao quarto ano, que é quando começa a ser complicado contar. "Está no quarto ano!", e fica-se a pensar, "Ora, entra na escola com 6, tá no quarto... 10? Não, primeiro = 6, segundo = 7, terceiro = 8, quarto = 9, sim, é isso, 9 anos!".

A seguir a isto, vem a idade em que ninguém quer saber a nossa idade. A terrível e horrorosa idade do armário, que não é 1 ano, mas 6! Durante este longo interregno, antes que se pergunte a idade, já se ouviu dizer 3 ou 4 vezes que está na idade do armário. Aos 10 começam a aparecer os primeiros sinais, aos 15 já estão a desaparecer.

E aos 16, idade especial de corrida. Já se pode, oficialmente, trabalhar. Passamos a fazer parte da população que podia estar a fazer alguma coisa, mas está a perder tempo, seja em casa, a beber cerveja e a ver gravações de jogos antigos do Benfica vs Porto, seja na escola, a tentar ensinar ao colega do lado, repetente pela terceira vez, que "cota" é uma coordenada espacial, e não o nome dos pais dele.

Depois disto, os 17, em que... nada. Os 17 não passam da transição dos 16 para os 18. É aquela idade em que nos habituamos ao facto de que já podemos trabalhar, e nos preparamos para o facto que de vamos ter que trabalhar.

Uma pessoa normal acabaria este texto a dizer que está com medo, mas eu pergunto "com medo de quê?". A trabalhar já eu ando, há 12 anos, incansavelmente. A minha principal preocupação com a idade, é que já ultrapassei a idade em que o meu pai começou a ter cabelos brancos, e ainda só apanhei 1 ou 2 na minha cabeça. Se bem que tenho um na sobrancelha, e um no pulso. Isso sim, é assustador!

terça-feira, setembro 14

E *poof* já está


Começou. Quer dizer, começaram. As aulas, claro. Que outra coisa havia de ser, não é? Afinal sobre o que é que ainda ontem falei, aqui no blog, num post que deve ter debaixo deste? Hum, hum? Seus leitores desmiolados, esquecidos, era mesmo preciso eu estar a dizer o que é que começou? Não se lembram?


...


Onde é que eu ia? Não interessa. O que interessa é que a rotina voltou. E querem adivinhar qual foi a frase que mais ouvi hoje? Pois é, "nunca mais temos férias" é a campeã indiscutível.


Não acham isto incrível? É que eu acho, vocês não? A sério. Hoje é o PRIMEIRO dia de aulas. Há mais de 3 meses (3 meses!) que não tínhamos uma única aula. Começámos hoje, com aquelas aulinhas ranhosas, de apresentação (essa é outra, já lá vou), e já estão fartos?


Mas bem, não interessa, mudemos de assunto. As aulinhas ranhosas de apresentação, que eu referi ali atrás, são algo que... como é que eu hei-de explicar... é chegar e ouvir "Olá, o meu nome é *qualquer coisa* e vou ser o/a vosso/a professor/a de *qualquer coisa*.", decorar a cara do professor ou da professora em questão, para não nos baralharmos, e pronto, saímos.


Que engraçado. Será que o primeiro emprego também é assim? Hum... "Olá, eu sou o teu patrão, e vou-te pagar um ordenado ranhoso, que mal vai dar para almoçares. Se te portares bem, e me lamberes as botas com dedicação, pode ser que eu considere a remota hipótese de te promover ao posto acima, cujo ordenado já te vai garantir, no mínimo, uma folhinha de alface por refeição. Contente? Não me interessa. Vai mas é trabalhar."


Ok, talvez não.

segunda-feira, setembro 13

E a modos que re-começa tudo amanhã



Tudo, como em "escola" e "aulas", embora uma coisa implique a outra (no meu caso, pelo menos), e talvez devesse ter dito apenas uma delas. Não interessa. O que interessa é que amanhã é o primeiro dia de aulas deste 1º Período, o décimo segundo 1º Período da minha vida.

Pois é, já estou no final do secundário. Com sorte, para o ano que vem, por esta altura, estou a publicar qualquer coisa relacionada com a minha entrada (ou não) na universidade. Mas o que é que significa, afinal, estar no 12º ano?

Significa, logo para começar, que vou ter exames. Outra vez. E este ano devo fazer 3 ou 4, já que além do de Matemática e do de Português (obrigatórios), ainda devo precisar de fazer melhoria nos de 11º. Nota: a expressão "devo precisar de", neste contexto, deve-se ler como "quero".

Mas bem, para além disso, o que é muda do ano passado para este? Acho que, pelo menos em teoria, vou passar a fazer parte da elite da escola, os finalistas, os mais velhos, os maiores, essas coisas todas que costumamos ver nos filmes de adolescentes norte-americanos: uma escola inteira de "caloiros", e alguns de anos intermédios, e depois uma mão-cheia de finalistas, tudo gente grande e aterrorizante, que gosta de se meter com o pessoal dos anos abaixo.

Em teoria, claro. Ora vejamos, para começar, sou um indivíduo assim para o baixito. Depois, nunca chumbei (eu sei, eu sei, que vergonha, isto hoje em dia não se admite), o que quer dizer que na realidade, faço parte dos mais novos da escola. O três anos do básico são tão bons que há alunos que não querem sair de lá, e ficam lá bem depois dos 14, a entrar nos 16, e até a chegar aos 19 e aos 20, se for preciso. E isto no básico! Imaginem nos dois primeiros anos do secundário.

Como se vê, a única verdadeira regalia que tenho, é o facto de saber que sei fazer contas mais depressa que os rufias dos outros anos, que vivem à grande e à francesa, e fazem da escola o seu recreio, enquanto que eu me mato a estudar. Enfim, pode ser que alguém tome isto sob a sua alçada, e resolvam estes problemas.

domingo, setembro 5

Ser alto... é um pesadelo!



Eu cá, não sou alto, nem nada que se pareça. O meu BI acusa uns 1,64 metros, e devo ter, na realidade, 1,65 ou 1,66. Não interessa. A verdade é que durante muitos anos fui o mais alto da minha turma... Digamos que cresci bastante mais depressa que o resto do pessoal da minha idade. E, claro, parei bem mais depressa.

E houve uma altura em que ainda tive pena de ser baixo. Quando comecei a ver que aqueles que durante anos tinham que olhar para cima, de repente, olhavam bem para baixo, senti-me pequeno. Mas foi então que percebi que ser alto é uma coisa absolutamente horrível!

Primeiro que tudo, reparem em como são desengonçados. "Movimentos fluidos" não é uma expressão que esteja no dicionário deles. A sério, chega a ser ridículo, é como se estivessem a ser controlados por um anão de 30 cm, que não sabe o que há-de fazer com um corpo tão grande!

Depois, é preciso ver que as coisas são feitas a pensar nas pessoas de estatura média... O que no nosso país é à volta dos 1,60, 1,70, 1,70 e pouco... Ou seja, as pessoas grandes, já à volta dos 1,80 para cima não cabem em lado nenhum! Os dedos não entram em nada, os pés não cabem em nenhum tipo de calçado, batem com a cabeça em todo o lado... E para conseguirem manobrar no mundo feito para pessoas mais baixas que eles, têm que estar constantemente a fazer toda uma série de movimentos estranhos e desengonçados!

Além de que têm uns dedos assustadores. Não, a sério, até deve ser possível dar nós naquilo. É como ter 5 talheres desarticulados implantados em cada mão.

E alguma vez viram alguém com mais de 1,80 a entrar num carro? Parece aqueles números do circo, em que entram 30 palhaços dentro de um carro minúsculo!!

Enfim, acho que afinal, até fico feliz por ser um rapaz baixinho...

(P.S. - Ainda por cima as pessoas altas não costumam reparar nos pormenores... Não é Beky?)

terça-feira, agosto 31

Estranha Trindade do Futebol



A cara do Ribéry. Os braços e as pernas do Crouch. A barba do Queiroz.

sábado, agosto 28

Luta de Rua


Baseado num caso verídico!









E o gelado era boooom!

quinta-feira, agosto 26

ZZZZZZzzzzZZZZZzzzZzZZzZ

Jerónimo de Sousa anunciou há uns dias que o PCP ia ter candidato presiden-AHHHH-cial... E aqui há uns dias, anunciou quem, quem.... AHHHHH, era. O nome é FrAHHHHHncisco Lopes, e já disse que-ZZZZZZZzzzZzZzzzZZZZZZzZzzzz...

O meu regresso, e como comprar espaço vazio por muito dinheiro

E bem, estou de volta, e antes do prometido! Isto podia virar moda, prometer algo para uma certa e determinada altura, e cumpri-la antes dessa certa e determinada altura. Mais ou menos como fazem na política, só que ao contrário. E cumprindo mesmo as promessas. Ok, não tem nada a ver.

Ora vamos lá ver, será que há temas de conversa? Vou deixar ali o cara de mau lá mais para o fim, que agora quero falar de outras coisas. Como por exemplo... não me ocorre nada. Assim sendo:

Passo 1: Ver 30 vídeos no Youtube dos momentos altos, e nem procurar os 580 dos piores momentos.

Passo 2: Recusar um dos topo-de-gama nacionais, por metade do preço, e mandar embora o outro topo-de-gama.

Passo 3: Escolher um valor baixinho, à volta dos 170 milhões de pastilhas.

Passo 4: Depositar total confiança no gajo que nos custou as pastilhas da boca da nossa família inteira, para o resto da vida.

Passo 5: Observar calmamente o novo fornecimento de frangos do Intermarché.

Passo 6: Passo a exemplificar: FILHO DA P#$%, C&#$@£ DO C@€£§$%, VOLTA PRA M#§%& DO BURACO DE ONDE SAÍSTE, F&#$€§@!!!

E aí está, como comprar um (como vi escrito algures) "buraco de 1,93 metros".

terça-feira, agosto 10

Olá e até Setembro!


Aborrecem-me, aquelas pessoas que têm um blog, se ausentam do mesmo durante quase 1 mês, e voltam para fazerem um único post solitário e dizerem que se vão ausentar outra vez durante quase 1 mês!

Dito isto, este é um post solitário, em que vos digo que só voltarei a escrever por aqui em Setembro.

Ou seja, a ver se consigo dizer alguma coisa de jeito... Vá, pensem comigo, o que é que aconteceu de relevante? Hum? O Benfica perd... Não quero falar sobre isso. Não, a sério, deixem estar... Oh, pronto, eu falo. Mas que querem que diga? Que perdeu e que foi bem perdido? Isso já se sabe. Que foi mérito do Porto? Não obrigado. Que o Pinto da Costa é o maior? *silêncio indignado*

Sabem o que vos digo? Nada. Não vou comentar mais isso. Pensem noutra coisa. Como os incêndios! 30 deles cá por Portugal, 600 e tal na Rússia. Só ouvi falar destes. Nós por cá estamos habituados, já sabemos que no Verão ficamos todos a arder, dia sim dia não. Já nem nos esforçarmos com coisas inúteis, como o atirar beatas para o chão, fazer fogueiras nas matas e coisas desse género. Para quê? Vai arder na mesma.

Agora os russos... Ui, devem estar pior que estragados. Habituados aos seus 580 graus negativos, de repente apanham uma vaga de calor e tantos incêndios que Moscovo fica envolta num nevoeiro causado pelo fumo dos ditos incêndios... Devem pensar que estão no Inferno. Mas eu sei uma maneira de os ajudar.

Organizamos um espectáculo, num sítio qualquer onde aquelas alminhas caibam todas, a Lua, por exemplo, e convidamos a Rússia em peso para vir assistir. O espectáculo vai consistir na leitura integral do livro do José Castelo Branco, lido e comentado por ele mesmo, e representado pela Betty Grafstein! Vão ver a debandada deles para a Rússia outra vez, a chamarem pelas mãezinhas, e a ficarem felizes quando virem que lá só têm que aguentar os incêndios! Oh, o alívio!

E quanto ao caso do triplo homicídio, devo dizer que o tal "rei Ghob" tem um certo carisma, e uma forte primeira impressão. Até apetece pegar nele e atirá-lo de um vigésimo andar. Eu demorei 20 segundos a ter essa vontade, e foi só de ver a cara dele. Enfim, e ainda lhe fazem a vontade, fama, fama e mais fama. Deviam-lhe ter dado um julgamento obscuro, com direito a míseras notas de rodapé, se tanto, e acabarem a prendê-lo para o resto da vida dele, no mínimo!

Mas pronto... Não sei que mais dizer, acho que já chega. Ah, não, esperem, falta uma coisa: ainda não falei do João Moutinho. Se bem que... Deixem-me verificar. Não sou lagarto. Não sou tripeiro. Não ganho nada com a transferência dele, excepto, é claro, todo um novo e enorme manancial de piadas contra verdes e azuis. Bem, obrigado Moutinho! Do Sporting para o rival, o Porto, e a criar uma nova categoria de piadas, grande homem! Fico à espera que te mudes para o rival do Porto, o Sistema Judicial Português.

E bem... Até Setembro!

terça-feira, junho 22

FÉRIAS!

É verdade sim senhor, eu estou de férias! Finalmente! Já não me lembro da última vez em que não tive absolutamente nada para fazer. Não tenho matéria para estudar para uns exames marados que nos fazem descer notas, não tenho que fazer trabalhos de casa, nem trabalhos grupo, nada.

Só tenho que arranjar forma de entreter nos próximos 3 meses. O que, sendo eu um gajo cheio de ideias, não me parece que seja algo muito difícil.

Ora vejamos: ando com a mania do Origami, e há por aí muita coisa interessante para fazer. Tenho um projecto bloguístico-literário, que ainda não passou da ideia. Tenho muita coisa para escrever, e muitos blogs para actualizar. Descobri que gosto de brincar com o Excel (sou doido, eu sei), e tenho muita coisa para inventar aí. Tenho ali uma pilha ("enorme!", diriam alguns) de livros para ler, que me vão ocupar algum tempo. Tenho vários jogos para jogar, e muitas pesquisas para fazer (sobre o quê? Não vos digo, muahahah).

Enfim, não posso dizer que me vá aborrecer... AH, e vou dormir. Vou dormir mesmo muito.

sábado, junho 19

*Exames

Governês para "manutenção de alunos nas escolas, onde não chateiam".

quinta-feira, junho 10

Estudar


Vou começar, primeiro que tudo, por vos dizer uma maneira de saberem se estou/estive a estudar/trabalhar. Olhem-me para as mãos. Se estiverem cheias de riscos, é porque é a reposta é sim.

E não me perguntem porque é que é assim, que eu não sei. Só sei que quando estudo, ou escrevo à mão, com canetas, fico sempre com as mãos às cores. Não sei se tenho mãos desastradas, se sou simplesmente uma pessoa com pouco jeito para enfiar as tampas nas canetas, ou o quê, mas sei que fico sempre com as mãos sujas.

Agora perguntem-me o que é estudar. Não, não é como é que eu estudo, que eu sou um gajo estranho... perguntem-me o que é estudar.

É que eu tenho que dizer isto. Há anos e anos que ando na escola (11, para ser mais preciso), e nunca estudei mais do que 10 páginas seguidas durante os primeiros 9 anos. E safei-me bem. Mas prometi que quando chegasse ao Secundário, iria começar a estudar. Assim o fiz. Mas quando olho para alguns colegas e amigos meus, vejo gente que também nunca estudou nada de jeito no Básico, e se foi safando (mais, ou menos bem), chega Secundário, e começa a estudar, tal como eu.

Tudo nice. Aquilo que me faz confusão é ver como esse mesmo pessoal estuda. Cheguei à conclusão que existem 3 métodos: o upload intensivo, que é estudar a matéria toda, no dia anterior ao teste, pela noite dentro; o EXERCISE!, que implica fazer exercícios atrás de exercícios, mais especificamente, copiando de quem já tenha feito; e o método tabuada, que implica decorar as coisas.

O upload intensivo é o método dos preguiçosos. Não fazem nada durante o ano todo, e de repente, no dia anterior a um teste, são as pessoas mais preocupadas e estudiosas do planeta. Leva, normalmente a notas entre o 3 e o 12. O EXERCISE! é um erro tremendo, pois fazem exercícios, associando um exercício a uma matéria, muitas vezes copiando, sem perceberem bem o que se fez. Isso faz com que se no teste aparece um exercício que nunca tenham visto, é o descalabro. Resulta, na maior parte das vezes, a notas entre o 6 e o 14. Por fim, temos o método tabuada, que é o decoranço puro, técnica elementar e primitiva, proveniente dos antigos tempos do Básico. Decoram-se páginas e páginas de informação, chega-se ao teste e não se sabe o que se fazer com a informação, por isso despeja-se tudo, em todas as perguntas. Como quem usa este método mais intensivamente, costuma ser gente que até tem meio palmo de testa, as notas variam entre o 8 e o 16.

Não está mau, diga-se. Há sempre a hipótese de se ter positiva, e no caso do método da tabuada, positivas relativamente altas. Mas digo-vos já que nada disto serve. Estão a ter boas notas, não estão a aprender. Quando se estuda tem que se estudar a matéria, sem aprender a matéria. Tem que se aprender o raciocínio por trás da matéria. Claro que isto para as Artes é mentira, mas eu sou de Ciências. Nas Ciência é isso que interessa, o raciocínio, a lógica. Muitas matérias até são iguais, só mudando os nomes. É isso que é importante, desenvolver esse raciocínio.

Estudem para aprender. Não tornem as notas o objectivo, apenas um efeito secundário.

segunda-feira, junho 7

Quando for grande quero ser preso


É com notícias como a que vi no outro dia, que me questiono sobre o que raio ando a fazer na escola. Vejamos, a notícia era algo sobre uma banda constituída por criminosos. Perdão, por indivíduos "extremamente talentosos", a cumprir pena. Essa banda foi constituída graças a um grupo de formadores da Casa da Música, que, adivinhem, deu formação a alguns criminosos, perdão, elementos daquele estabelecimento prisional. Traduzindo por miúdos, uma cambada de gente que comete actos ilícitos, e que está a pagar a pena (entenda-se, CASTIGO), por esses mesmos actos, atrás das grades, perdendo praticamente toda a liberdade pessoal, está a receber formação musical, acesso a instrumentos, horas de prática e divertimento, e pedidos de concertos. Tudo isto de borla.

Pergunto-me, agora: não era melhor eu deixar os estudos, e entregar-me a uma sucessão de crimes que me levassem à cadeia? É que ainda por cima, esta notícia é só um exemplo. Os presidiários têm direito a alojamento grátis, comida grátis, ambas estas coisas, muitas vezes, melhores do que aquilo que tinham cá fora; televisão e comodidades afins, ainda tiram cursos à borla, e têm como oferta toda uma gama de actividades lúdicas que me espantam.

Quem olhar assim de repente, pensa que isto é publicidade a um colégio interno. Mas não. É uma prisão. Aquele sítio para onde os criminosos são mandados, depois de cometerem um crime, para cumprirem a sua pena. Aquele sítio onde são privados de liberdade, e de certos direitos, que perderam com o acto ilícito cometido. Têm, no entanto, melhores condições de vida que muita gente cá fora, além de mais oportunidades que muita gente justa e correcta, que pouco mais fez do que sacar umas coisitas aqui e ali.

Quando for grande, quero MESMO ser preso.

domingo, maio 23

Ah fadista! SAI DAQUI!

Antes que me venham criticar, gostava de esclarecer aqui uma coisa. Aquela máxima, "gostos não se discutem", é treta. Gostos discutem-se. Como tal, vamos lá incendiar isto.

Fado. Ai, o fado, uma das grandes glórias nacionais, com o seu espírito melancólico, tipicamente português, e toda a saudade nele expressa, sentimento ainda mais tipicamente português, tão típico que "saudade" é uma palavra exclusiva, sem tradução literal em nenhuma língua. Tão bonito! Tão patriótico! Tão... secante.

Eu sei que os portugueses, desde que se lembram, que ouvem fado, e que toda a gente conhece a Amália (e não, não estou a falar da lontra do Oceanário, que ficou recentemente viúva), mas sejamos honestos: o fado não é nada por aí além. Vejamos, instrumental = cordas, cordas e mais cordas. E eu não suporto tanta corda junta; vocal = ou se canta MUITO BEM, e se tem um sucesso do camandro, ou mais vale estar calado.

Mas os velhotes gostam disto. Eu tive ontem direito a uma noite de fado (a noite mais longa de toda a minha vida), e reparei que aquele pessoal gosta mais de ir para lá ser ouvido, do que nós de os ouvir. Dou a mão à palmatória, na parte das guitarras, tocavam bem que se fartavam. Guitarras de 12 cordas não é para toda a gente, e a média de idades devia ser à volta dos 150 anos, por isso, pelo menos nessa parte, estiveram bem, embora eu não goste. Agora quando era para cantar. Que o Preguiçoso Supremo que me ajude!

Desafinanços, incapacidade de distinguir "projectar a voz" e "gritar", entre outras coisas. E já nem falo nas letras, cuja qualidade gramatical variava entre zero e ainda mais zero.

Ah, e uma coisa engraçada. Havia uma parte que tinha uma rima do género "deus/jesus/cruz", mas que o fadista (?) insistia em cantar "deu/jesu/cru". E havia uma letra que falava, pelo que percebi, de uma saloia única no mundo, com uma capacidade inigualável de carregar coisas à cabeça.

Claro que agora vai tudo dizer "ah e tal, isso não foi uma noite de fados a sério, e não sei quê", mas eu estou-me nas tintas. Aquilo foi exemplo suficiente de uma noite de fados, e eu só tinha vontade de rir e de fugir. Até concordei com um deles que cantava "ouve o meu lamento/e livra-me deste tormento"!

Mas houve, claro, uma parte interessantíssima, ontem, naquela noite de fados. De primeiro nome "porta", último nome "saída", e uma particulazinha lá pelo meio, "da", "do", "de"... algo desse género.

sexta-feira, maio 21

*Português/Portuguesa


Aquele ou aquela que deseja sempre o contrário daquilo que tem. Sempre.

quinta-feira, maio 13

Jasus!


E somos campeões. Eu sei que venho com quase uma semana de atraso, mas bem vistas as coisas, ainda seremos campeões durante 1 ano, no mínimo.

Assim aproveito e mato dois coelhos religiosos de um post só. De um lado temos Jesus, o novo herói benfiquista, que fez autênticos milagres, e nos tornou campeões, com várias goleadas pelo meio. Do outro lado temos o Papa, um velhote que conseguiu parar o Metro, limpar as ruas de Lisboa, interromper o trânsito em vários sítios, e dar uma folga à função pública.

Visto assim, a seco, o segundo fez muito mais do que o primeiro. Mas se analisarmos a população que foi mobilizada, quem é que ganha? O primeiro! Chamem-lhe a segunda vinda do Messias, façam as piadas que quiserem com o nome dele, mas a verdade é que ele trouxe-nos de volta um Benfica campeão, não por sorte, mas por qualidade.

O segundo o que fez? Conseguiu inundar as televisões de uma forma mais eficiente que qualquer personalidade portuguesa (Presidente da República e políticos afins incluídos), arranjou uma folgazita, e celebrou uma (até agora) missa.

Importância mundial? Papa - muitos; Jesus - zero. Importância nacional? Papa - 5; Jesus - muitos. Importância real? Papa - 1; Jesus - 20.