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quinta-feira, janeiro 7

A Estátua da Preguiça

A estátua que vêem aqui nesta foto, tirada por Arisu, autora do blog By A., é a Estátua da Preguiça, na Avenida da Liberdade, que tem uma história engraçada por trás, e que me foi contada pela Arisu.

Parece que esta estátua foi inspirada por essa mesma história: Era um homem que gostava de estar perto do ribeiro, e um dia que tinha muita sede, apercebeu-se que baixar a cabeça para beber água dava muito trabalho e, como tal, morreu de sede.

Ora, o que é que a Arisu me disse logo? Que eu devia falar desta estátua no blog, para mostrar como a preguiça é má. E sendo eu um rapaz bastante simpático, faço-lhe a vontade:

O homem da história era preguiçoso, é um facto, e como tal, recusou-se a beber a água, que ali estava tão perto, embora estivesse cheio de sede, porque isso daria muito trabalho. Limitou-se a seguir aquilo em que acreditava, acabando por morrer, mas em nome dos seus ideais.

Cá está! Quer dizer, mais ou menos... Desculpa Arisu! Ou não.

terça-feira, setembro 1

7º Livro Preguiçoso

O Livro de Garfield (O Santo Padroeiro da Lasanha)

Estava um lindo de Verão, com os raios quentes do sol a banhar as casas, e o céu azul quase que convindando as nuvens a aparecer, de tão vibrante que era, e as próprias nuvens, do mais puro branco, sem um vestígio de chuva, ou mau tempo. Os pássaros cantavam, e os cães brincavam na rua. As crianças corriam pra cá e pra lá, sem parar, nas suas incessantes brincadeiras. E tudo isto era observado pelo gato cor-de-laranja que não conseguia ver os pés por causa da sua enorme barriga. Abanava a cauda, preguiçosamente, enquanto lambia uma pata. A alegria das crianças lá fora não o contagiava. Já o cheiro a lasanha que vinha da cozinha...

Pata ante pata... ante pata, ante pata, Garfield chegou à cozinha. O seu dono, John, estava à volta do forno, preparando a deliciosa lasanha que era esperado por Garfield. John, ao ver o seu gato ali, exclama: "Ainda não está pronto! Não devias aproveitar o lindo dia que está?". Garfield olha para John com ar de enfado, e pensa para com os seus bot... pêlos: "Claro, e correr, e brincar, e isso tudo... Despacha-te mas é com a lasanha, se faz favor.". John olha para Garfield, e diz: "Pois, eu bem sei que exercício não é contigo... Mas bem que podias fazer uma dieta, Garfield!". Como resposta, Garfield começou a andar em volta de John, pensando "Não te estou a ouvir. Não te estou a ouvir. Não te estou a ouvir.". Mas após 2 voltas, sentiu-se cansado, e sentou-se perto do forno, à espera que a comida estivesse pronta. "E espero bem que ma dês à boca."

Uma enorme sensação de preguiça emanava daquele gato cor-de-laranja, e o Preguiçoso Supremo sentiu-a fortemente. Ainda pensou em erguer-se dum pulo, tal a surpresa, mas obviamente que não o fez, preferindo ficar pelas intenções. Mas estendeu o seu poder mental, até conseguir falar com Garfield. "Garfield, estendi o meu poder mental, até conseguir falar contigo". Garfield assustou-se, e pensou que estava a ficar maluquinho. "Porra que me assustei! Devo é estar a ficar maluquinho.". Mas o Preguiçoso Supremo logo o tranquilizou, e perguntou se ele queria ser um Santo da Preguiça. "Tranquiliza-te. Queres ser um Santo da Preguiça?". Garfield achava aquilo muito estranho, mas que já estava metido naquilo, mais valia aproveitar, e perguntou o que é que isso implicava. "Isto é muito estranho, mas já que estou metido nisto, mais vale aproveitar. Isso do Santo, o que é que implica?". O Preguiçoso Supremo respondeu que era preciso acordar cedo todos os dias, festejar as segundas-feiras, e mexer-se mais do aquilo a que ele estava habituado. "Tens que acordar cedo todos os dias, festejar as segundas-feiras, e mexer-te mais do aquilo a que estás habituado!". Garfield disse imediatamente que não. "Nem sonhes com isso!".

"Está descansado Garfield" começou o Preguiçoso Supremo, "era só um teste para ver se eras mesmo dedicado à causa. Só terás que fazer aquilo que já fazes, mas difundir esse estilo de vida, e seres um especialista sobre aquilo que fores padroeiro.". "Então e posso ser Santo Padroeiro da Lasanha?". "Claro, porque não?". "Então pode ser."

E assim, Garfield tornou-se Santo Garfield, o Padroeiro da Lasanha.

terça-feira, julho 21

6º Livro Preguiçoso

O Livro da Oração (Para que o Preguiçoso Supremo nos oiça)

Estava o Preguiçoso Supremo sentado, a observar os seus Apreguiçóstolos, quando tocaram à campainha, antes que o Preguiçoso Supremo pudesse reagir, um dos Apreguiçóstolos foi abria a porta enquanto dizia: "Nada farás."

O Apreguiçóstolo voltou, pouco depois, acompanhado de uma mulher, que dizia querer seguir a Preguiça. Embora desse muito trabalho, o Preguiçoso Supremo esboçou uma cara de espanto. Tinha finalmente encontrado um seguidor. Hum... seguidora. Mas ia dar ao mesmo, o que interessava era que tivesse alguém, quem aquilo depois se espalhasse...

"Queres seguir a Preguiça, dizes tu?" perguntou o Preguiçoso Supremo, ao que a mulher respondeu "Sim, quero. Acho que é a religião ideal para mim...". O Preguiçoso Supremo olhou intrigado para a mulher, e decidiu testá-la. "Então se eu te disser para ires arranjar um emprego...?". A mulher reflectiu durante alguns segundos, e depois disse "Teria que dizer que não, pois dá muito trabalho...?". Contente com a resposta, o Preguiçoso Supremo acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e fez mais uma série de perguntas para determinar se a mulher era digna de ser seguidora da Preguiça.

Quando finalmente achou que sim, o Preguiçoso Supremo disse que ia ensinar os Meia-Dúzia de Mandamentos à mulher, mas logo um dos Apreguiçóstolos se antecipou, dizendo "Não trabalharás.". O Preguiçoso Supremo, como é óbvio, não se queixou, e os Apreguiçóstolos ensinaram os Mandamentos à mulher, que, feliz se preparava para ir embora. Mas antes que pudesse sair, o Preguiçoso Supremo chamou por ela. "Preciso de te ensinar a oração, para que sempre que precises de ajuda, a possas dizer, e eu ouvirei as tuas preguipreces.". Como nenhum dos Apreguiçóstolos disse nada, o Preguiçoso Supremo continuou:

"Preguiçoso Supremo que estais no Sofá,
Santificado seja o vosso Controlo Remoto,
Não venha a nós que isso dá trabalho,
Que haja Preguiça à sua vontade
Quer na Cadeira quer no Sofá.
A comida pré-cozinhada de cada dia nos dai hoje,
Perdoai-nos todas as nossas horas de trabalho
Assim como nós perdoamos
A quem nos tem obrigado a trabalhar,
E não nos deixeis cair na tentação da actividade física,
Mas livrai-nos do Movimento.

(que esteja tudo) Ámão."

A mulher, maravilhada, repetiu a oração, e foi-se embora, deixando um muito satisfeito Preguiçoso Supremo, novamente sozinho em casa com os Apreguiçóstolos. Já havia seguidores.

Pelo menos um, já não é mau.

quarta-feira, junho 24

A Preguiça


Pode ser um animal. Um grande animal, tenho que dizer. Não por ser grande, pois não é muito grande, mas por ser um animal que eu admiro, um animal espectacular. Basicamente é um animal preguiçoso. Logo aí ganha pontos. Ou achavam que se chama 'Preguiça', por ter sido descoberto por Robert Preguiça? Nah, chama-se mesmo 'Preguiça' por ser um animal preguiçoso. Mexe-se devagar, muito devagar, tem um metabolismo lento, e dorme em média, 14 horas por dia. Um espectáculo de bicho, tenho que admitir.

Mas a preguiça, do ponto de vista religioso, é um pecado mortal! É daqueles que nos dá um bilhete expresso para o Inferno! Até tremo. Ou não. Todos somos preguiçosos, ou temos momentos de preguiça. As religiões também são preguiçosas. Criaram cada uma o seu Deus, que criou o mundo num estalar de dedos, com preguiça de andarem à procura de uma explicação decente. Para tudo o que não temos resposta, há alguma religião que diz 'Foi Deus!', e fica explicado. Claro que cada religião apregoa que foi o seu Deus, por isso ficamos um bocado na dúvida...

Já segundo os médicos, pode não ser preguiça, mas ergasiofobia. O medo de trabalhar. O pavor a qualquer tipo de actividade. A minha opinião? Desculpas. Preguiça é o medo de trabalhar e o pavor a qualquer tipo de actividade. Os médicos quiseram foi arranjar uma palavra nova.

Para os psicólogos pode ser um comportamento que bla bla bla. Vou ser sincero, não gosto de psicólogos nem psiquiatras nem afins, por isso nem quero saber o que é que eles acham da preguiça. Ainda me dizem que é uma manifestação subconsciente no meu comportamento, como reflexo de comportamentos reprimidos pelo meu consciente. Tanta coisa para dizerem que somos preguiçosos...

Filosoficamente, deve ser uma atitude perante a vida, uma forma de encarar a vida, e aquilo que nos dá prazer. Talvez uma constante busca pelo prazer e o bem estar. Sem nos mexermos mais do que o necessário, claro.

Já segundos os professores e algumas pessoas mais velhas, a preguiça é coisa dos fracos e dos maus. São os molengas, os pastelões, os atadinhos, os atrasadinhos, os calões. Não me afecta. Chamem-nos o que quiserem. A preguiça para retaliar é muita.

Agora, o que é para mim a preguiça... Eu acho que a preguiça é, depois de escrever isto tudo, querer dar uma explicação nossa, e adivinhem? Estar com preguiça de o fazer. Aquela coisa do querer, mas não me apetecer. Isto sim, é a preguiça.

sexta-feira, junho 19

Cubo de (Pregui)Rubik(Çoso)


Quem me dera ter tido um destes quando era mais novo...

segunda-feira, junho 1

Dia da Criança


Quem me dera voltar a ser criança. Quem me dera não ter trabalhos de casa nem ter que estudar. Quem me dera que me fizessem as vontadinhas todas. Quem me dera que para expressar desagrado só tivesse que fazer umas birras de vez em quando. Quem me dera voltar à altura em que eu não era preguiçoso.

AHH! Que o Preguiçoso Supremo me perdoe. Eu não queria dizer aquilo. Que se lixe a infância. Venham os trabalhos, venham os estudos, tirem-me as vontades e tirem-me as birras. E digo ainda para me darem responsabilidades e muitas coisas para fazer...

...para poder ter a oportunidade de ser preguiçoso e não as fazer.

domingo, maio 17

5º Livro Preguiçoso

O Livro dos 6 (Apreguiçóstolos)

2 meses depois de ter derrotado o Anti-Preguiça, e de ter finalmente acordado do seu sono reparador, o Preguiçoso Supremo viu que o pedaço de cartão com os Meia-Dúzia de Mandamentos flutuava pela sua casa fora, brilhando intensamente em tons de azul. Fazer o que quer que fosse dava muito trabalho, por isso limitou-se a observar. O cartão continuou a flutuar, e o Preguiçoso Supremo reparou num padrão formado pelos movimentos do cartão. Estava a escrever uma mensagem. O Preguiçoso Supremo ganhou coragem e concentrou-se tentado ler o que o cartão lhe tentava dizer. Dizia 'Chegou a nossa altura. Chama-nos.'

'Chamo quem?' pensou o Preguiçoso Supremo. No cartão estavam os Mandamentos, será que era por eles? Foi então que, num flash, o cartão brilhou mais intensamente, e o Preguiçoso Supremo soube. "Eu chamo os Apreguiçóstolos!". O cartão estremeceu, e dele saíram 6 raios de luz azulada, que iam ter à frente do Preguiçoso Supremo. Os raios materializaram-se em 6 homens de longas barbas azuis, carecas, de olhos negros. "Nós somos os Guardiões das Mandamentos, os 6 Apreguiçóstolos!", disseram os 6 em uníssono. O Preguiçoso Supremo não estava à espera daquilo, e ficou surpreendido, sem saber o que dizer.

"Como assim, os Guardiões dos Mandamentos? Apreguiçóstolos?" perguntou o Preguiçoso Supremo, enquanto se levantava. Imediatamente um dos Apreguiçóstolos aproximou-se dele, e empurrou-o suavemente, até ele se sentar novamente. No fim olhou para ele e disse: "Nada farás.", voltando rapidamente para o lado dos outros 6. O Preguiçoso Supremo estava confuso. 6 velhos de barbas, que parecem ser as materializações dos Mandamentos, reagiam quando ele contrariava algum desses Mandamentos.

"Então... pelo que estou a perceber, vocês não me podem deixar quebrar nenhum dos Mandamentos?". "Nem ao Supremo, nem a ninguém que se afirme seguidor da Preguiça.". "Hum, certo... então se eu me quisesse levantar e ir buscar qualquer coisa para comer...", mas antes que o Preguiçoso Supremo pudesse acabar a frase, outro dos Apreguiçóstolos, foi rapidamente até à cozinha, de onde voltou, pouco depois, com alguma comida num tabuleiro, que pousou em frente ao Preguiçoso Supremo. Depois disse: "Não trabalharás.".

"Já começo a gostar de vocês..."

segunda-feira, março 23

Dia Mundial do Sono

Hoje é Dia Mundial do Sono. Das celebrações deste género, é a única que estou a ver assim de repente que vale mesmo a pena ser celebrado! Hoje vou escrever um post especial sobre este dia. Vou... vou... hum... ZZZzzzZZZZzzzzZZzzZzZZZZZzzz

quarta-feira, março 18

4º Livro Preguiçoso (2/2)

Era ele que ali estava. Ele próprio a derrubar as Árvores-da-Preguiça. Mas algo estava diferente. Sim, era ele, mas não era ele. Tinha o cabelo espetado e os olhos completamente brancos. Mexia-se freneticamente derrubando tudo o que encontrasse no caminho. Faiscava de electricidade estática criada pelos seus movimentos, electricidade essa que o cobria completamente, com os raios a serpentearem por todo o seu corpo. Quando reparou no Preguiçoso Supremo, parou completamente, todo o corpo a faiscar e olhou longamente para o Preguiçoso Supremo, que, exausto de se ver a si mesmo mexer tanto, deixou-se cair. "Ora, ora, ora, o que temos aqui?!? Serás tu, tu o meu criador? Hum, hum, hum?" Falava depressa com repetições sucessivas a uma velocidade estonteante. "Então, então, então, não falas?" O Preguiçoso Supremo, aturdido com tanta energia, só conseguiu dizer: 'Quem sois vós?'. 'Nós? Hum? AH! Eu! Sim, eu! Eu sou tu, e tu és eu, mas não somos iguais. Eu sou o ANTI-PREGUIÇA!'

Depois daquela revelação, o Anti-Preguiça recomeçou o seu movimento frenético, a andar à volta doPreguiçoso Supremo. Este, já exausto, estava quase a desmaiar, aquilo era demasiado movimento para ele. Então, num movimento relampejante, o Anti-Preguiça ergueu um braço e disparou um raio de electricidade contra o Preguiçoso Supremo. Como desviar-se dava muito trabalho, o Preguiçoso Supremo apanhou com o raio mesmo em cheio. A descarga eléctrica percorreu o seu corpo e começou a transbordar de energia, que era suposto meter o Preguiçoso Supremo a mexer-se freneticamente como o Anti-Preguiça. Mas ele era simplesmente demasiado preguiçoso para isso, e o seu poder de preguiça pura dominou a energia de movimento do Anti-Preguiça. Ergueu-se a custo, sobre o olhar espantado do Anti-Preguiça, e atingiu-o com um raio de pura energia preguiçosa. O Anti-Preguiça parou completamente, a electricidade estática desapareceu do seu corpo, e sentou-se a olhar para o Preguiçoso Supremo.

A batalha que se seguiu teve dimensões colossais (ou não)! O Preguiçoso Supremo, extenuado, sentou-se também e olhou de volta para o Anti-Preguiça. "Tu és eu. Embora sejas o meu contrário, és eu, ou seja, preguiçoso. Tudo o que precisei foi a estimulação certa dos teus preguiçosus complexus para te anular o movimento." O Anti-Preguiça boceja e diz: "És esperto. Mas sabes que isto não vai durar para sempre não sabes?". "Sei". "Ainda bem". A troca de olhares seguintes foi simplesmente ridícula, durou apenas 3 segundos, até ambos caírem para o lado a dormir. O Anti-Preguiça ali ficou, e o Preguiçoso Supremo voltou para o seu corpo. E estava desperto. A sua alma estava estafada, mas essa dormia, o seu corpo estava bom. Pensou 'Não vai ficar assim para sempre, mas há-de servir por uns tempos...', fechou os olhos e caiu para o lado, a dormir.

domingo, março 15

4º Livro Preguiçoso (1/2)

O Livro da Catástrofe (O Anti-Preguiça)

O Preguiçoso Supremo encontrava-se num dos seus momentos de meditação e descanso. Tinha acabado de escrever os Meia-Dúzia de Mandamentos, e estava estafado. Ainda não tinha discípulos, mas havia de os conseguir. Um dia. Como morrer dava muito trabalho, ele era imortal, por isso tinha muito tempo para procurar discípulos. E tudo corria bem naquele momento. Estava sentado, em casa, com os Mandamentos ao lado, e quase em transe pensava para que lado se havia de virar quando se deitasse.

No preciso momento em que se decidiu pelo lado direito, sentiu uma perturbação no âmago do seu ser. Algo dentro dele se revoltava e contorcia. Mas o Preguiçoso Supremo não sentia dor, nem sequer se preocupou com aquilo. Isso eram tudo coisas que davam muito trabalho. Limitou-se a esperar e ver o que acontecia.

Foi então que se ouviu um grito inumano. Meio de desespero, meio de dor, era simplesmente arrepiante. Claro que o Preguiçoso Supremo nem sequer se mexeu, e continuou a esperar. Mas, embora contra a sua vontade, estava preocupado. O grito tinha vindo de dentro dele. Entrou num transe profundo e mergulhou na sua própria alma, à procura da perturbação no seu ser.

A sua alma era realmente algo de espantoso. Calma, relaxamento e ausência de trabalho. Era lindo. Sombras enormes, projectadas por grandes chaparros, ou Árvores-da-Preguiça, o seu nome original. E mais uma data de coisas. O que interessa é que estava tudo feito de maneira a que o Preguiçoso Supremo não tivesse que se mexer para sobreviver, quando estivesse dentro de si mesmo. Bastava ficar sentado em qualquer sitio e as coisas simplesmente aconteciam. E o melhor é que ele não tinha tido que fazer nada para criar este maravilhoso sitio. Já vinha com ele de nascença. Mas algo perturbava a serenidade da sua alma. O Preguiçoso Supremo ouviu um grande estrondo, e de seguida viu, lá ao fundo, uma Árvore-da-Preguiça a ser derrubada.

O Preguiçoso Supremo, vendo que a perturbação ainda estava longe, em vez de andar, pensou que queria estar ali, e a sua alma para lá o levou. Se não desse tanto trabalho, o Preguiçoso Supremo tinha desmaiado de susto quando viu o que ali esperava por ele.

segunda-feira, fevereiro 2

O Mundo é nosso!


O Mundo foi feito à imagem. Tudo se molda à nossa vontade.

Cozinhar dá trabalho? Cria-se o microondas! Levantar para ir mudar o canal da televisão dá muito trabalho? Cria-se o nosso amigo comando ! Telefonar, só de casa ou de uma cabine telefónica dá muito trabalho? Cria-se o telemóvel! Escrever à mão dá muito trabalho? Cria-se a máquina de escrever! Continua a dar muito trabalho? Cria-se o computador! Mandar cartas dá muito trabalho? Cria-se o e-mail!

Entre muitas outras coisas! Como vêem, o Mundo só pode ser dominado pelos preguiçosos. Só isso justifica que praticamente todas as invenções feitas pela Humanidade tenham como objectivo dar menos trabalho ao Homem.

E isso também explica porque é que os deputados faltam às assembleias, o Mantorras só marca aos 69' (número giro), a minha mãe só faz bolo de bolacha 1 vez em cada 100 anos, e as guerras. Até as guerras se explicam com a preguiça. Como desenhar tantos países no mapa, dá muito trabalho, vão tirando alguns, então toma lá um missilzito ou outro.

A preguiça explica tudo.

O Mundo... É NOSSO!