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sábado, outubro 9

VIVE LA RÉSISTANCE!


É com prazer que anuncio, alto e bom som, o meu desagrado para com o Novo Acordo Ortográfico, e que me declaro abertamente ANTI-Novo-Acordo-Ortográfico.
Esta imagem vai passar a ter lugar de destaque na barra lateral do blog, bem como nos meus outros blogs activos.
Quanto aos outros bloggers que por aí andem, estejam à vontade para usar esta imagem, se assim o quiserem, nos vossos próprios blogs. Até vos envio a imagem, se pedirem.
Achei que estava na altura, depois de tantos e tantos blogs e outros meios de comunicação começarem a usar o Novo Acordo, de criar um movimento antagonista. Espero conseguir, e ver esta pequena imagem, ou algo equivalente/parecido em vários blogs.
LUTEM!

sexta-feira, setembro 10

Leiam! Leiam!

Alguma vez sentiram que algo não estavam bem neste país? Então leiam:


Uma excelente dissertação sobre o estado actual do nosso país e da nossa sociedade, e que, ao contrário do que já é, infelizmente, habitual, apresenta soluções!

Nem digo mais nada, para não perderem tempo, leiam!

quarta-feira, setembro 8

A estupidez é uma doença grave.



E uma prova disso mesmo, é este indivíduos, e os seus "seguidores". O indivíduo chama-se Terry Jones, e é pastor de um grupo evangélico norte-americano. O cartaz atrás dele diz: "Dia Internacional da Queima do Corão".

E é a sério. Terry "Intolerante" Jones, pensa mesmo em levar esta iniciativa adiante. Eu pensava que já tinha visto, ouvido, e presenciado coisas bastante estúpidas, mas isto está elevado a um patamar completamente novo. E distante dos outros, bem lá em cima. Acho que mais estúpido que isto, só mesmo isto, mas em frente a uma mesquita.

Não há palavras para descrever isto. Eu não consigo arranjar palavras suficientes para criticar isto. Será que esta amostra de gente não consegue perceber as consequências disto? A estupidez disto? Se isto for mesmo para a frente, as imagens vão ser utilizadas para incendiar ainda mais o ódio entre religiões. E é óbvio que os fundamentalistas muçulmanos não se vão deixar insultar, sem responderem. E embora eu tenha lido, que os  (poucos) membros desta congregação americana andam de pistola à cinta, acredito que os fundamentalistas do outro lado tenham armas maiores e mentes mais loucas...

Se bem que... Quer dizer, quem é que é louco aqui? Os fundamentalistas muçulmanos, com os seus atentados e sequestros, ou os fundamentalistas cristãos, que provocam os causadores dos ditos atentados e sequestros?

Fica à vossa escolha. No entretanto, alguém que comece a estudar a estupidez, e a comece a tratar como doença, por favor.

quinta-feira, junho 10

Estudar


Vou começar, primeiro que tudo, por vos dizer uma maneira de saberem se estou/estive a estudar/trabalhar. Olhem-me para as mãos. Se estiverem cheias de riscos, é porque é a reposta é sim.

E não me perguntem porque é que é assim, que eu não sei. Só sei que quando estudo, ou escrevo à mão, com canetas, fico sempre com as mãos às cores. Não sei se tenho mãos desastradas, se sou simplesmente uma pessoa com pouco jeito para enfiar as tampas nas canetas, ou o quê, mas sei que fico sempre com as mãos sujas.

Agora perguntem-me o que é estudar. Não, não é como é que eu estudo, que eu sou um gajo estranho... perguntem-me o que é estudar.

É que eu tenho que dizer isto. Há anos e anos que ando na escola (11, para ser mais preciso), e nunca estudei mais do que 10 páginas seguidas durante os primeiros 9 anos. E safei-me bem. Mas prometi que quando chegasse ao Secundário, iria começar a estudar. Assim o fiz. Mas quando olho para alguns colegas e amigos meus, vejo gente que também nunca estudou nada de jeito no Básico, e se foi safando (mais, ou menos bem), chega Secundário, e começa a estudar, tal como eu.

Tudo nice. Aquilo que me faz confusão é ver como esse mesmo pessoal estuda. Cheguei à conclusão que existem 3 métodos: o upload intensivo, que é estudar a matéria toda, no dia anterior ao teste, pela noite dentro; o EXERCISE!, que implica fazer exercícios atrás de exercícios, mais especificamente, copiando de quem já tenha feito; e o método tabuada, que implica decorar as coisas.

O upload intensivo é o método dos preguiçosos. Não fazem nada durante o ano todo, e de repente, no dia anterior a um teste, são as pessoas mais preocupadas e estudiosas do planeta. Leva, normalmente a notas entre o 3 e o 12. O EXERCISE! é um erro tremendo, pois fazem exercícios, associando um exercício a uma matéria, muitas vezes copiando, sem perceberem bem o que se fez. Isso faz com que se no teste aparece um exercício que nunca tenham visto, é o descalabro. Resulta, na maior parte das vezes, a notas entre o 6 e o 14. Por fim, temos o método tabuada, que é o decoranço puro, técnica elementar e primitiva, proveniente dos antigos tempos do Básico. Decoram-se páginas e páginas de informação, chega-se ao teste e não se sabe o que se fazer com a informação, por isso despeja-se tudo, em todas as perguntas. Como quem usa este método mais intensivamente, costuma ser gente que até tem meio palmo de testa, as notas variam entre o 8 e o 16.

Não está mau, diga-se. Há sempre a hipótese de se ter positiva, e no caso do método da tabuada, positivas relativamente altas. Mas digo-vos já que nada disto serve. Estão a ter boas notas, não estão a aprender. Quando se estuda tem que se estudar a matéria, sem aprender a matéria. Tem que se aprender o raciocínio por trás da matéria. Claro que isto para as Artes é mentira, mas eu sou de Ciências. Nas Ciência é isso que interessa, o raciocínio, a lógica. Muitas matérias até são iguais, só mudando os nomes. É isso que é importante, desenvolver esse raciocínio.

Estudem para aprender. Não tornem as notas o objectivo, apenas um efeito secundário.

segunda-feira, maio 3

Excesso de apreço à integridade física


Hoje vi uma notícia interessante. Era algo deste género: um homem foi assaltado, e como é óbvio, malhou no assaltante. O dito assaltante foi preso, tendo sido libertado, entretanto, e o assaltado aguarda julgamento, por, vejamos "excesso de legítima defesa".

E eu acho isto indecente. Quer dizer, o indivíduo criminoso anda ali a executar certos actos ilegais, numa pessoa inocente, e essa tal pessoa inocente ainda tem a lata de aleijar o criminoso?

Isto não se faz! Eu acho bem que se julguem estas pessoas, que se atrevem a injuriar, e, por vezes, a aleijar (a aleijar!) estes pobres criminosos. É para isto que andamos a criar a nossa juventude? Um futuro onde os pobres criminosos ainda se arriscam a apanhar porrada?

Agora a sério.

Isto é indecente, pois é, mas quer dizer... Uma pessoa gosta de se manter bem de saúde, e com tudo o que lhe pertence na sua posse. Os ladrões, como é óbvio, habilitam-se a apanhar porrada. E deviam apanhar. E muito. É que quer dizer, façamos aqui um "suponhamos" (obrigado Miguel)...

Eu, criatura inocente, vou a andar calmamente, na rua, e sou abordado por um qualquer camafeu, que me diz, no seu melhor ar de criminoso "passa pra cá o móvel!". O que é que eu faço? Olho o gajo de cima a baixo, e se for maior que eu, dou-lhe o telemóvel, peço-lhe o cartão, e nem ai nem ui; se for mais pequeno, o mais provável é espetar-lhe duas lambadas e zarpar dali para fora. E acham que a minha preocupação é se dei com muita força, ele caiu ao chão, bateu com a cabeça numa esquina de alguma coisa convenientemente colocada, e morreu? É que nem quero saber!

É claro que o mais provável é o assaltante ir preso durante hora e meia, para lhe cuidarem das eventuais lesões, e depois é libertado, com um beijinho e um "Deus te abençoe"; e eu ir preso durante 2 dias, enquanto espero pelo julgamento por ter aleijado um magano que me queria roubar o telemóvel. É um cenário típico, cá em Portugal.

Mas eu... Eu acho que percebo o que se passa aqui. Num país com tantos políticos espectaculares, árbitros muito bem formados, dirigentes moralmente recto, e gente, no geral, certinha (na minha idade somos todos muito mentirooooooosos), não nos podemos arriscar a que o povo se habitue a malhar nos criminosos... Ainda ficamos sem governo, equipa de arbitragem, gente que mande no futebol, e 60% da população.

domingo, janeiro 3

Ano Novo só no número

Eu diria antes "Ano Velho À Paisana", e o mesmo a muitos outros que se precederam. Quer dizer, continua a ser um ano de 365 (ou 366, em casos excepcionais) dias, tendo esses dias 24 horas, e organizados em 12 meses, de 31, 30 ou 28 (excepcionalmente 29) dias.

Continuamos a ser um país de labregos e ignorantes, continuamos a ser um planeta em crise, quente de mais, continuamos a ser uma Humanidade despreocupada e desinteressada.

Continuamos a ter que aturar as socialites, na televisão, e os programazinhos da treta (Gato Fedorento, VOLTEM!), continuamos a ter que levar com os gritinhos histericamente agudos da Júlia Pinheiro, e com o atentado visual que são os casacos do Goucha.

Continuamos a ter que aturar gente na rua que cheira mal, gente no metro com sovacos que cheiram mal, e gente que usa o elevador e exala um determinado tipo de gás, de um determinada orifício, que mete aquilo a cheirar mal.

Continuamos a ter que ouvir aquela entoação estranha do Sócrates, a olhar para a cara de convencida da nova Ministra da Educação, e a suportar o brilho da careca e do (pouco) cabelo do Santana Lopes.

No fundo, continua tudo na mesma, só que em vez de virem as notícias num jornal cuja data acaba em 2009, vem num cuja data acaba em 2010.

quarta-feira, dezembro 23

O Verdadeiro Espírito Natalício

É entrar em pânico nas compras de Natal feitas à última da hora.
É ser mais simpático na esperança de receber mais prendas.
É lembrar de tudo aquilo e todos aqueles a quem ligamos nenhuma o resto do ano.
É acabar todas as conversas com "Feliz Natal e um Bom Ano Novo", mesmo sabendo que se vai ver a pessoa no dia seguinte.
É ouvir a palavra "Natal" e pensar imediatamente em comida e/ou prendas.
É tirar algo da prateleira da loja, e voltar a pousá-lo, pois a pessoa a quem iríamos dar aquilo, de certeza que não nos iria dar nada de volta.
É gastar dinheiro que não se tem.
É dizer mal do Natal, a torto e a direito, e festejar na mesma como se nada fosse, ou seja,

Feliz Natal, e um Bom Ano Novo!

sábado, dezembro 12

Indecente! Indecente!

A situação é simples. A Coca-Cola promoveu um concurso, "Escrita em Dia", que, curiosamente, engloba uma componente de escrita, e uma componente de curtas. O primeiro prémio é, no caso da escrita, nada mais nada menos, do que um workshop de escrita criativa, e 500 euros em livros. Ao ver isto, o meu coração falhou uma batida, e toca lá a concorrer.

Primeira coisa a fazer, é ir ver o regulamento:

Ora bem, limite de caracteres: máximo de 2500; assinar com pseudónimo; escrever em Arial 11, com espaçamento de 1,5 entre as linhas, e as páginas enumeradas sequencialmente; enviar o trabalho em PDF, Word, ou ZIP.

Check, check, check, check. E enviei este: Pássaro de Papel.

Mostrei a várias pessoas, e as críticas foram todas boas, por isso tinha algumas esperanças. Mas não, não cheguei aos 10 finalistas. Deprimido, vou espreitar os outros finalistas. Depois de me deparar com erros ortográficos e autênticas facadas gramaticais (Indecente! Indecente!), vejo um texto que me parece demasiado grande. Curioso, copio-o para o Word, e oh! Desgraça minha, tem 4000 caracteres! Quase o dobro do limite! Verifiquei os outros textos, e cheguei à conclusão que pelo menos metade deles ultrapassa o limite de caracteres. Chateado, mandei-lhes um e-mail:

"Bom dia.

Eu participei no concurso Escrita em Dia, e não cheguei aos finalistas, mas estive a espreitar os ditos finalistas, e há alguns que não cumprem o regulamento, pois ultrapassam o limite de caracteres por muito, já para não falar dos erros ortográficos e gramaticais. Não será isto indecente?

Rui Bastos"

A resposta até que nem demorou muito:

"Caro Rui,

O número de trabalhos que respeitavam a regra estabelecida no regulamento quanto ao número de caracteres (2.500) eram muito poucos.

Por isso, no decorrer do período de inscrições, e de forma a não excluir um número tão elevado de trabalhos, comunicámos no blogue do concurso e aos participantes que nos comunicaram por e-mail, que aceitávamos trabalhos até 1 página.

Mesmo assim tivemos que excluir vários trabalhos.

Esta foi a primeira edição do concurso e temos presente a necessidade de melhorar alguns aspectos.

Obrigada pela compreensão e por ter participado.

Concurso Nacional de Imaginação e Criatividade - Escrita em Dia"


E a minha resposta:


"Bem, o meu ocupava uma página A4, e tinha mais ou menos 2500 caracteres, não sei como é que conseguiram meter 4000 e tal caracteres numa página... A não ser que não tenham cumprido nenhum ponto do regulamento, o que é interessante, no mínimo.

Obrigado pela resposta, e espero que estes aspectos melhorem se houver algum próximo concurso.

Rui Bastos"

Ora, mas isto é verdade. Acreditem eu testei, o tal texto dos 4000 caracteres ocupa, bem formatado, de acordo com o regulamento, quase 3 páginas. Para o meter a todo numa página, tive que meter a letra a 9 (em vez de 12, como dizia o regulamento), o espaçamento entre linhas ficou de 1 (em vez de 1,5, como dizia o regulamento), e só assim couberam os 4000 e tal caracteres (em vez dos 2500, como dizia o regulamento) numa só página. Indecente! Indecente!

Pergunto-me agora, para quê um regulamento? Andei eu a alterar o meu texto, para que ficasse dentro do limite, talvez piorando assim a sua qualidade, mas tudo isso em prol do cumprimento das regras, e há concorrentes que não seguem o regulamento (e talvez mesmo), não sigam absolutamente nenhum ponto do regulamento, e passam? Indecente! Indecente! Isto só prova como o concurso foi mal feito, já para não falar do júri, constituído por uma única pessoa, e é do senso comum que um júri só de uma pessoa não faz muito sentido.

Gostava de realçar que não estou a atacar o júri, o escritor José Luís Peixoto, os finalistas, que têm todos muita qualidade, e não estou, muito menos, a tentar dar cabo disto por puro mau perder. Não, nada disso. Estou mesmo a atacar a companhia que promoveu o concurso, por me sentir injustiçado. Deixam-me a perguntar: para que fizeram o regulamento? É óbvio que não foi com o objectivo de ser cumprido...

Indecente! Indecente!



quarta-feira, junho 17

Home: O Mundo é a Nossa Casa


"É preciso deixar de furar o chão, e olhar para o céu. É preciso aprender a cultivar o sol."


domingo, maio 24

Português, uma raridade


Quem diria que Portugal, é um dos países onde se fala e se escreve menos português? Mas é verdade. O país de originou o português, que é uma língua tão espectacularmente traiçoeira, e que permite uma bela construção de textos, frases, e até de palavras, tão facilmente, é aquele onde ele é menos utilizado. Entre os jovens (e não só!) há agora uma grande utilização da 'linguagem sms'. As tão conhecidas abreviaturas. Não sou adepto, aviso já, sou até um dos últimos resistentes que se opõem a essa linguagem. Tanto 'x', 'k' e 'u' faz-me dor de cabeça. E aquela mania de comerem letras... enfim.

O melhor, é mesmo existirem várias versões da mesma coisa. Várias variantes de abreviaturas. Eu conheço pelo menos três versões, assim de repente. Temos a abreviatura inteligente: "Este pc é msm mt melhor qe o outro!", que pronto, ainda é a melhorzinha das versões. Tira algumas letras, mas abrevia de uma forma inteligente e que dá jeito. Depois há os dois tipos de inbreviaturas. Inbreviaturas são abreviaturas que não abreviam nada. Limitam-se a trocar umas letras por outras, mas continuam lá praticamente todas. Uma delas é a inbreviatura parva: "Ezte computador é mezmu muitu melhor ke u outru!", que é apenas parva. Substitui os 's' por 'z', e alguns 'o' por 'u', e está a andar, não abrevia nadinha. Ainda dentro das inbreviaturas, há a inbreviatura 'armada ao pingarelho': "Exte conputador é mexmu mtu mlhr k u outro!", cuja função não é abreviar nada, mas sim mostrar que se é tão cool como toda a gente. Esta é a que me dá dores de cabeça, e a que mais me faz revoltar contra as abreviaturas.

Mas não pensem que o meu único problema é com as abreviaturas. Nada disso. Também odeio ver mau português. Coisas mal escritas, erros (que não são gralhas, são mesmo erros de ignorância), violentos pontapés na gramática (autênticas cargas de pancada na língua portuguesa), e o simples não saber escrever. Ok, nem toda a gente pode gostar de escrever, e saber escrever bem, mas pelo menos minimamente bem é exigido! Agora, eu vejo gente que anda, ou já andou na escola, e que não sabem escrever mais do que 3 palavras seguidas como deve ser! E uma médica que escreve 'massa' com 'ç'? É verdade, esses poços de virtude que são os médicos, vistos muitas vezes como os supra-sumos da inteligência e gente importante, dão estes erros vitais. Nem todos, mas há os que os dão.

E cá fica, toda a minha revolta contra o mau português. Não me vejo como uma pessoa arrogante que tem a sorte de ter jeito para a escrita e que por isso está sempre a corrigir os outros. Vejo-me como uma pessoa honesta que também dá os seus erros de vez em quando, mas que não gosta das deturpações, por pura ignorância e estupidez, da sua língua materna. E com orgulho.

sábado, maio 16

Twitter

A controvérsia bloguista do momento. O Twitter. E o que ele está a fazer aos blogs. Sem dúvida um conceito inovador, quase como um blog, mas com posts limitados a 140 caracteres, e que se pode actualizar a partir de um telemóvel, ou a qualquer altura no browser a partir de uma barra de ferramentas especial. Muitos dizem que que ele está a matar os blogs. Que, por uma questão de comodismo, o Twitter está lentamente a levar ao abandono de blogs. E é verdade, é muito mais prático, depois de um dia cansativo, escrever 140 caracteres, do que um texto a sério, como os que são normalmente esperados num blog. Eu concordo com parte disto. Leva ao abandono de blogs, sim. Mas isso não é necessariamente uma coisa .

Ora vejamos, o Twitter tem uma opção para o integrarmos nos nossos blogs ou sites, e sempre que escrevemos lá alguma coisa, essa coisa aparece escrita nessa área onde ele foi integrado. Um bom complemento para um blog ou um site portanto. Só que as pessoas deixam de escrever nos blogs, e passam unicamente a escrever no Twitter. Há quem veja isso como uma coisa má, eu acho espectacular. O Twitter não está a matar o universo bloguista. Está a afiná-lo. Num blog escrevemos o que pensamos, sem limites de palavras, sem termos que pensar se já estamos a escrever muito e não vamos ter espaço. No Twitter temos que ter isso em conta. E os posts do Twitter saem normalmente qualquer coisa do género 'A cozinhar', 'Aflitinho, vou à casa de banho', 'Acabou-se o papel higiénico! E agora?!?'.

Será que há assim tanta gente interessada em saber, de 20 em 20 segundos, o que estamos a fazer? É que nem dá tempo para ler tudo, largamos o computador por 20 minutos, e já toda a gente escreveu uns 40 posts no Twitter. Por estas e por outras, eu digo que quem gosta de escrever, os verdadeiros bloggers, não se mudam totalmente para o Twitter. Quem o fizer, é porque não faz falta nos blogs, e está bem é longe disto, no Twitter, a descrever o seu percurso da sala até à cozinha, em tempo real.

Twitter, um perigo, uma ameaça para os blogs, uma desgraça para o universo bloguista? Nem pensar. Uma ajuda, uma limpeza nos blogs, um filtro no universo bloguista? Completamente.

sábado, março 14

Nadar contra a corrente

Hoje fui a Leiria. Na viagem de regresso passei por Óbidos. Aquele sítio fascina-me, é quase que uma janela para os tempos medievais, com as suas muralhas a rodearem toda a cidade, e as suas ruas construídas segundo o declive que calhasse.

Mas depois decidiram fazer festivais. Assim de repente lembro-me de um que tinha a ver com os tempos medievais, e o do chocolate, que estava lá hoje. Claro que são muito giros, e gostei de lá ir, comprei uns pins e tal, mas acho aquilo quase um crime. A quantidade de pessoas que ali andava era simplesmente brutal! As ruas de Óbidos, já de si estreitas, tinham as barraquinhas a vender coisas, encolhendo ainda mais as ruas, e a quantidade de pessoas que por ali se acotovelavam fazia-as desaparecer. Isto só num dia! E o festival supostamente durava 2 semanas, e foi alargado para mais 2! Imaginem bem a quantidade de pessoas que por ali passa, a quantidade de lixo que essas pessoas por ali deitam, e a quantidade de estragos que por ali são feitos!

Vão às barraquinhas comer qualquer coisa, ficam com lixo nas mãos, chão com ele. O cigarrinho acabou, chão com ele. A pastilha já não tem sabor, chão com ela. "Olha que planta tão gira, vamos arrancá-la!". Certo, tudo coisas perfeitamente normais, e que quase toda a gente faz, embora não devesse. O problema está em ser no sítio que é, com a quantidade que é! As casas, que já são velhas, mais velhas parecem, e o chão fica sujo, mas horrivelmente sujo. Os vasos e canteiros ficam nus, sem as suas flores, arrancadas por turistas mais atrevidos.

A certa altura sentámos-nos para comer qualquer coisa. Por 4 ou 5 vezes o empregado nos perguntou se aquelas coisas eram para nós. Por 4 ou 5 vezes lhe respondemos que não. Por 4 ou 5 vezes dissemos que ainda faltavam as coisas. Por 4 ou 5 vezes nos responderam que já estava quase. Eu pedi gelado com chocolate quente. E, vá lá, isso veio, embora passado uma boa meia hora. Gelado de chocolate com chocolate quente... há 2 horas! Sim, o chocolate quente, era chocolate, que, por muito, estava morninho já a puxar para o frio. Enfim, é daquelas coisas.

Finalmente vim-me embora. Sentia-me um peixe a nadar contra a corrente. Aquilo parecia a fila para ir comprar bilhetes para a Hannah Montana, mas sem a fronha dela estampada em todo o lado. Era pior do que quando toda a gente no hipermercado quer determinado tipo de carne, e já só há 3 pedaços. Uma selvajaria.