Mostrar mensagens com a etiqueta Filmes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filmes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, agosto 5

O Barco do Rock

Anos 60. Inglaterra. O Governo permite 2 horas de Rock & Roll. Mas as pessoas querem mais. É assim que surge a Radio Rock, uma irreverente rádio pirata, que emite a partir de um barco, ancorado no meio das águas frias do Oceano Norte. Como é óbvio, o Governo não acha muita piada a isso, e tenta fechar a Radio Rock, a todo o custo, inventado leis, e procurando qualquer maneira de aproveitar as leis existentes para conseguir o seu objectivo.

E desde o princípio que os irreverentes DJ's a bordo do barco lutam contra o Governo. E desde o princípio que acompanhamos Carl, um jovem que é mandado para o barco pela sua mãe, para se "endireitar" (embora o barco seja o PIOR sítio para o fazer, como as personagens dizem várias vezes ao longo do filme), por causa de Quentin, o chefe da Radio Rock, ser seu padrinho.

Uma dúzia de personagens mais do que interessantes, desde o Conde, o único americano a bordo, até Gavin, o melhor e mais famoso DJ de sempre, passando por Mark, o homem mais sexy do planeta, que raramente abre a boca. Mesmo quando está em tempo de antena. Juntam-se a eles Angus Nutsford, o maluquinho do sítio, 'Dr' Dave, o cómico e irreverente DJ, Simple Simon, que se casa no barco, casamento esse que dura 17 horas. Há ainda mais personanges, todas elas interessantes, e a maior parte, irreverentes, e completamente maluquinhas.

É um grande filme, que retrata bem a luta 'rádios piratas vs governo', que aconteceu mesmo em Inglaterra, nos anos 60, e que conta com uma banda sonora do outro mundo, com músicas dos The Who, The Beach Boys, Jimi Hendrix, David Bowie, entre muitos outros nomes sonantes da indústria musical.

Bom, do princípio ao fim, com as doses certas de comédia, drama, suspense e MUITA parvalheira, este é daqueles filmes que todos aqueles que gostem de rock têm que ir ver. Ou quem goste de dar umas boas gargalhadas. Ou de música em geral. Ou de filmes. Acho que estou a generalizar demais, mas também acho que também já deu para perceber a ideia: Vão ver!

segunda-feira, agosto 3

A Ressaca

Hilariante. Simplesmente hilariante. Apesar de estar numa sala completamente cheia (10 pessoas, a contar comigo), e uma rapariga atrás de mim, que disse 'oh god' tantas vezes, que só podia ser politeísta acérrima, foi um dos melhores filmes que tenho visto nos últimos tempos no cinema.

Começa o filme, e Doug está-se a preparar para o seu casamento, juntamente com o irmão da sua noiva, Alan. No momento a seguir, vemos Doug e Alan a partir no Mercedes descapotável, que é o bem mais precioso do pai da noiva de Doug. Vão buscar Phil, um professor que odeia o seu trabalho, e Stu, um dentista com uma namorada controladora e obsessiva. Juntos, os 4 vão para Las Vegas para a despedida de solteiro de Doug.

E é ai que descamba tudo. Num momento estão a beber no telhado do hotel, e no momento seguinte Stu, Phil e Alan acordam num quarto completamente destruído, com um bebé no armário, um tigre na casa de banho, um dente a menos na boca de Stu, e Doug, o noivo, desaparecido, sem se lembrarem absolutamente de nada. E então começa uma busca para encontrarem Doug, uma vez que este se vai casar no dia seguinte.

Como é óbvio, nada corre bem, e o trio passa pelas situações mais hilariantes, desde Stu, que descobre estar casado com uma stripper, a Phil, que descobre ter estado no hospital, passando por Alan, que leva um soco do Mike Tyson (que fala à sopinha de massas que é uma coisa irritante), e culminando no pequeno-mafioso-filho-da-mãe-completamente-apaneleirado-chinoca que estava preso dentro do porta-bagagens do Mercedes.

Já mencionei que roubaram um carro da polícia?

segunda-feira, julho 27

Hellboy

Hellboy. Um nome que sozinho já assusta. Juntamos ao nome um gajo de 2 metros, vermelho vivo, com uma mão feita de pedra, cauda, com um par de cornos serrados e uma pistola maior que a cabeça de muita gente, e temos algo realmente avassalador. Adicionemos-lhe um "sereio", um humanóide com membranas interdigitais, azul, olhos de alien, guelras, um estranho gosto por ovos podres e uma capacidade psíquica, mais uma "mulher-tocha-humana-que-não-consegue-controlar-o-fogo", e temos divertimento garantido.

Ora, calhou que eu um dia destes, descobrisse um pack de colecção, com os dois filmes, pelo preço de 1. Hesitações para quê? Saltou para dentro do carrinho de compras antes que conseguissem dizer hipopotomonstrosesquipedaliofobia. Cheguei a casa e vi o primeiro, que já tinha visto na televisão. E hoje vi o segundo, que me faltava.

E ahhh, que foram boas estas visualizações. Hellboy tem aquele aspecto de demónio mal amanhado, mas é um coração mole, embora algo mal-criado e convencido. Parece que não combina, mas é por causa disso mesmo que se torna hilariante!

O primeiro filme é bom, começa por contar a história de como é que esta estranha criatura cor de Benfica veio cá parar, e da sua luta, (já adulto), contra um russo maluco que não morre, uma russa maluca que não morre, e um estranho morto ambulante que não morre. Tudo isto para tentar evitar que um grande Deus esquecido desça sobre a Terra e mate o pessoal todo.

O segundo filme, é igualmente bom. Começa com mais uma visualização da infância de Hellboy, e devo dizer, antes demais, que ver aquele grande monstro mauzão, do tamanho de uma criança de 8 anos, com os cornos mal cortados, dentes tortos, magricela, e agarrado a um peluche, é absolutamente espectacular. Mas bem, depois jutam-se à história seres que permaneceram escondidos durante anos, e cuja principal caracterísica é a pele mais branca que um suíço nascido e criado num subterrâneo. Mais uma data de criaturas estranhas, como o Anjo da Morte, que é apenas creepy as hell, e uns trolls e ogres aqui e ali. Muita porrada por causa dum exércio de Armaduras Douradas, virtualmente indestrutível.

Agora umas dúvidas. No primeiro filme, o russo maluco diz que sempre que morre, um bocado mais do seu Deus, regressa com ele. Ora nesse caso, porque não suicidar-se várias vezes seguidas, até se tornar um Deus? E no segundo filme, dizem várias vezes que há "70 vezes 70 soldados dourados". Será assim tão complicado dizer 1400 soldados dourados?

Enfim, mistérios que os filmes gostam de criar... Mas não é por isso que eu deixo de os ver, por isso quero lá saber!

quinta-feira, julho 16

Harry Potter e o Príncipe Misterioso


Bem, o que é que posso dizer? Como qualquer filme baseado num livro, acaba por ser ligeiramente decepcionante para quem o leu, e foi isso que aconteceu. Mas, mesmo com esse pequeno pormenor, foi o melhor filme da saga até agora. E o mais cómico.

A história é a história do costume: Voldemort e seguidores fazem muita porcaria, Harry Potter e companhia tentam resolver essa porcaria enquanto evitam serem mortos, e, surprise surprise, o Dumbledore morre!

Sim, peço desculpa, para quem não leu o livro nem viu o filme, é um bocado chato saber o final antes dele acontecer, mas bem, não havia hipótese, e já toda a gente minimamente atenta sabia que o Dumbledore morria no 6º livro/filme.

A cena em que o Dumbledore e o Harry vão buscar o Horcrux (que é falso) e são atacados pelos Inferi (nome que nunca é referido no filme, mas acreditem em mim, é o nome que dão aquelas coisas assustadoras e nojentas no livro), está exactamente como eu a tinha imaginado na minha cabeça. Mas é que exactamente. Até fiquei parvo, e aí tenho que dar os parabéns à produção, que conseguiu ser fiel ao livro.

Por outro lado, faltou a maior parte da acção do livro! Já no final, não mostraram a porrada entre os Devoradores da Morte e os Aurors. Traduzindo, entre os maus e os bons. E o Fenrir, o lobisomem (o mau lobisomem), não se transforma e morde o Billy Weasley, que era um aspecto interessante no livro.

Mas pronto, tirando isto, estava muito bom, e tenho que dizer que estava à espera que não fosse nada de jeito e gostei!

sexta-feira, julho 10

Cidade das Sombras


Baseado no livro com o mesmo nome, de Jeanne Duprau, "Cidade das Sombras" é a história de Doon Harrow e Lina Mayfleet, dois adolescentes da Cidade de Ember, uma cidade subterrânea construída há mais de 250 anos atrás, para salvar a Humanidade da extinção. Na altura, uma caixa com as instruções de como sair da cidade foi dada à primeira Mayor da cidade, e a caixa foi passando de Mayor em Mayor, até que um deles faleceu repentinamente no escritório, e a caixa foi então passada de geração em geração, dentro da família, e acabou esquecida guardada num armário.

Passado o tempo estipulado para ela abrir, a caixa abre-se, mas ninguém repara, e ela continua no armário. Enquanto isso Doon e Lina são designados para os seus empregos, numa cerimónia, e Doon fica como Mensageiro, e Lina como Trabalhadora da Canalização. Ambos descontentes com os trabalhos que receberam, trocam, e ficam os dois felizes da vida.

Depois Lina descobre a caixa com a instruções para sair de Ember, e descobre que é descendente directa do 7º Mayor da cidade, o que morreu e deixou a caixa na família. Ela e Doon, decidem então procurar a saída, com Bill Murray no papel de actual Mayor, a dificultar-lhes a vida.

Tenho que dizer que fui ver este filme no impulso do momento. Ia ver outro, mas não me deixaram, 'ah e tal és muito novo', e tive que escolher outro. Ora, ou era este ou os Transformers 2 (NO THANK YOU!) ou uma qualquer comédia romântica com a Sandra Bullock (IDEM IDEM ASPAS ASPAS!). Ora, conhecia o livro (já tinha olhado para a capa) mas não conhecia a autora de lado nenhum, e não era livro que me desse vontade de ler. Nem filme que me desse vontade de ver. Mas foi no impulso, parecia razoável e tal, pimba. E excedeu as quase nulas expectativas que tinha, sendo um filme bastante razoável, com uma cena de início que tenho que dizer que adorei, e uma história e enredo verdadeiramente interessante.

Até me deixa a pensar se não hei de ler o livro...

terça-feira, abril 21

Fast & Furious

Antes demais, meti o nome em inglês, porque o nome em português, 'Velozes e Furiosos' fica foleiro. Quer dizer, o filme também é um bocado foleiro, por isso acho que nem fazia grande mal. Sim, tem uns bons carros, mas eu nem sou grande apreciador... E a história... espera, que história? Não tinha piada nenhuma.

Matam a namorada de Dom, a personagem de Vin Diesel, e ele, claro, decide ir atrás do gajo que a matou. Enquanto isso, Brian O'Conner, a personagem de Paul Walker, persegue um dos mais perigosos traficantes de droga, Braga. E adivinhem lá? O gajo que matou a namorada de Dom, era o braço direito de Braga. Que conveniente!

Dom, o criminoso, e O'Conner, o polícia, decidem então juntar forças e ir atrás deles. Como é óbvio conseguem, mas Dom é também preso e sentenciado com 25 anos de prisão numa cadeia de segurança máxima. O filme acaba, com O'Conner e mais uns tantos, a tirar Dom do autocarro que o ia levar para a cadeia.

Agora os problemas a sério deste filme. As explosões foram fraquinhas, o enredo foi quase nulo, e a previsibilidade estava em alta! A sério, momentos antes de acontecer, já eu sabia o que ia acontecer. E aconteceu até, que cerca de 5 min antes, viu-se logo o que ia acontecer. Ora isso num filme, é uma treta. Para acabar em grande, o fim foi dos piores fins que eu já vi em toda a minha vida. Dom vai no autocarro rodeado de prisioneiros, e aparecem 3 carros. Dom no autocarro, repara neles, e ri-se. O'Conner, no carro dele, ri-se também, e *poof* acabou o filme. Muito mau mesmo.

quarta-feira, fevereiro 25

Slumdog Millionaire

4 Globos de Ouro, e 8 Óscares. Bem merecidos diga-se de passagem. Fui ver hoje, 'Slumdog Millionaire', ou 'Quem Quer Ser Bilionário' em português. O filme conta a história de um orfão de um bairro de lata na Índia que participa na versão indiana do concurso Quem Quer Ser Milionário, e consegue ganhar. Falta uma pergunta e o episódio do concurso acaba. E prendem o gajo por pensarem que ele fez batota. Na esquadra vão revendo o vídeo do episódio, enquanto lhe perguntam como é que ele sabia as respostas, e ele em vários flashbacks, vai contando.

Juro-vos, as perguntas foram escolhidas a dedo. Era a vida dele direitinha. Todos os momentos marcantes, pimba uma pergunta. Mas pronto, adiante... O polícia percebe que ele está a dizer a verdade, e não está a fazer batota e deixa-o voltar ao concurso para responder à última pergunta. Ele não sabia a resposta e telefonou para o irmão dele, mas era a rapariga de quem ele gostava que atendeu. Mas ela também não sabia (devia-me ter telefonado a mim que eu sabia!), e ele disse ao calhas. E não é que acertou?!?!

É verdade, ele acertou as perguntas todas e ganhou o prémio final, 20 milhões de rupias (dinheiro indiano, não sei quanto é, só sei que é muito, muito mesmo), e ainda conseguiu ficar com a rapariga. É pena é o irmão ter apanhado meia dúzia de tiros, mas pronto.

Mas a sério que é muito bom, ganhou muita coisa e foi tudo bem ganho. Está definitivamente aconselhado.