
Sempre me perguntei como é que seria confrontar um homem das cavernas com a sociedade actual. Imaginá-lo maravilhado, a olhar para os prédios, a fugir dos carros, ou a estranhar as roupas das pessoas.
Claro que todas estas suposições são baseadas em filmes. Sempre que um homem das cavernas, é, de qualquer forma misteriosa, trazido para o nosso tempo, fica maravilhado com as tecnologias, com as pessoas, com tudo.
Mas os filmes esquecem-se muitas vezes que os homens das cavernas não eram muito impressionáveis. Afinal, só nos tornamos inteligentes à relativamente pouco tempo (tendo em conta a existência da espécie humana na Terra). Houve uma altura que os homens das cavernas provavelmente não seriam inteligentes o suficiente para ficarem maravilhados com a nossa sociedade. Uma altura em que eram como os actuais geeks, aqueles tipos que saem de casa de 10 em 10 anos, para irem a uma convenção qualquer.
Esses, quando saem do seu covil, também estranham um bocado o Mundo. Há 10 anos um tipo de usasse collants estava na moda. Agora é visto como gay. Há 10 anos aquele telemóvel enorme, com uma antena retráctil, ecrã verde, e toques abaixo dos monofónicos, estava na berra. Agora é usado como pisa-papéis, na melhor das hipóteses. Esse tipo de geeks não tem muita sorte, diga-se.
Tendo isto em conta, cheguei à conclusão de como é que seria confrontar um verdadeiro homem das cavernas com a nossa sociedade. Provavelmente ia esmagar tudo o que não reconhecesse com a sua moca, andar aos saltos feito doido, a grunhir feito doido, e tentava caçar a primeira mulher com um casaco de pele que encontrasse.